quarta-feira, maio 23, 2018

Jewish Quarter

Uma amiga sugeriu uma exposição de fotografia de uma fotógrafa Judia, Maria Austria, e voltei a entrar no Museu de História Judaico. Em tempos idos, por vezes tinha o cartão dos museus, mas desta vez paguei os 15 eur do bilhete normal. A novidade, é que dava entrada a 5 locais do quarteirão Judaico, com 1 mês de validade: o Museu de História Judaico (que já tinha visitado em tempos e recordo que era muito interessante e não era entristecedor/ deprimente...), o museu judaico para crianças (não visitei), a Sinagoga Portuguesa (já tinha ido várias vezes mas voltei), e estreei o Memorial nacional do Holocausto e o Museu nacional do Holocausto. 

Nesta zona da cidade há muitos locais importantes da cultura Judaica, e muitas referências a Judeus de origem Portuguesa! Também já ha visitado o monumento de Auschwitz (link), um hospital Judeu Português, orfanatos, escolas (como a Portuguesa religiosa Judaica), a farmácia mais antiga da cidade que pertencia a Daniel Henriques de Castro (séc XIX, soa a nome tuguês...), a casa de um mercante rico Jerónimo Nunes da Costa (séc XVII), casa de Portugueses Judeus dedicada aos idosos e doentes (uma para mulheres e outra para homens, séc XVIII até à 2a guerra mundial), casa De Pinto...
O Memorial Nacional doHolocausto foi antes o teatro Hollandsche Schouwburg, mas durante a 2a guerra mundial foi usado como centro de deportação de milhares de Judeus, homens, mulheres e crianças, para campos de concentração e exterminação... quando se entra, do lado esquerdo, tem uma parede enorme com os nomes de centenas de Judeus, muitas flores e uma chama perene no chão, com inscrições Judaicas. No pátio, tem um monumento, mensagens e um jardim quase escondido, onde crianças brincavam, enquanto foi possível. No piso superior, tem imagens, objectos e documentação da época. 
Do outro lado da rua, está em desenvolvimento/ construção o Museu Nacional do Holocausto, com o apoio de voluntários e dadores. Antigamente era uma escola para crianças Judaicas No piso de baixo, tem um trabalho artístico a homenagear as crianças que foram deportadas, cada mala tem o nome de uma criança, idade e data da sua morte...
O pátio tem fotografias e uma cronologia do impacto da guerra na vida dos Judeus locais.
Para além de mais objectos, fotos e documentação, mais de carácter pessoal de pessoas que viveram e sobreviveram à guerra, tem uma lista de todos os comboios que saíram da Holanda, com data, número de deportados, local de partida e campo de destino... na grande maioria Auschwitz, mas também Mauthausen, Sobibor, Theresienstadt e Bergen-Belsen.
Voltando à SinagogaPortuguesa, séc XVII, unicamente iluminada com luz natural durante o dia e com centenas de velas durante a noite, sem electricidade no seu interior, desta vez visitei com guia áudio, em Português!  Giro ver muitas referências a Portugal, como nomes de pessoas e diplomas em exposição, e tem várias salas com objectos cerimoniais, de prata, ouro, seda, vestes, chapéus... a Biblioteca é a mais antiga Judaica do mundo, em funcionamento, também com livros em Português e faz parte do registo de memória mundial da Unesco. Histórias interessantes para descobrir!
O monumento a Auschwitz fica pertinho e já tinha visitado anteriormente.

quinta-feira, maio 17, 2018

Restaurante Girassol (outra vez)

O Girassol teve post em 2010… e entre tugas, quase ninguém lá ia, +- por ser longe, +- por ser caro, +- por não termos ouvido boas experiências. Vale sempre a pena pela esplanada, se se conseguir arranjar lugar em dia de sol.
Num aniversário de amiga, fomos lá parar e acabámos por ficar para jantar. Meti conversa com os donos e algum staff, cozinheiros todos tugas, os empregados de mesa maioritariamente Dutch (com aquela lentidão e falta de despacho que se sabe).
Decoração gira, azul e branco, azulejos, muitas fotos de visitas conhecidas, Amália, Mariza, Figo, Dani (muitas vezes e muito conhecido por partir corações na Holanda)…
Pedimos várias entradas para partilhar: Pastéis de bacalhau (crocantes e saborosos, que dispensam a maionese de piri-piri mas o Dutchies gostam), Gambas à alho (enormes), Asas de frango, Tártaro de atum…

… e Ceviche de robalo (ambos frescos e bom mas… oh menina, se fossem só petiscos portugueses já tinha fechado, tive de me adaptar!), Palitos de choco (epaaaaaa, bem disse o rapaz ao balcão, são melhores que os de Setúbal sim sra!!), Tábua de queijos. Boooooom.



A aniversariante comeu um pastelinho de nata (com talheres, à Dutch), e vinha com fruta e gelado, gostou. Não saiu barato nem foi rápido, estava cheio, mas os pratos que passavam tinham bom aspecto, o ambiente é familiar, os donos também trabalham a servir e lavar copos, há dedicação.
Quero mais palitos de choco muito em breve!!!

terça-feira, maio 15, 2018

Restaurante Zest

Aniversário de colega Búlgara, fica-se a conhecer o restaurante Zest, Búlgaro/ Balcã!
A senhora a servir era Espanhola da Galiza e também arranhava Português, mas tinha-lhe dado jeito mais um par de mãos para o restaurante todo…
Uma meze com queijo Búlgaro, salsicha, azeitonas e lutenitsa, tapenade típica com pimentos e beringela. A snezanka, salada de pepino com iogurte, nozes, azeite, alho e dill (aneto?) agradou a todos. A salada Shopska é familiar mediterrânica com queijo feta, tomates, pepino, cebola roxa, pimentos, azeitonas, salsa e azeite. O Baked feta vinha num pote tradicional onde é cozinhado, com ovo, tomates, chilli e pão quentinho. 

O Guvech era também no pote com estufado de vegetais, queijo feta, ovo e salsicha Búlgara. E o resto foi hamburgers, com boa carne e batatinhas gulosas.
Só para experimentar, veio o bolo de chocolate feito com cerveja Leffe e licor Grand Marnier, creme de mascarpone e caramelo… deve ser bomba mas era mesmo muito bom, partilhado entre todos, foi uma bela surpresa!

segunda-feira, maio 07, 2018

Madam


O Madam fica na torre de Amesterdão, com vista panorâmica para a cidade, bar (caro) e restaurante (não experimentei, mas o Butcher no r/c tem esplanada e os hamburgers costumam ser bons). É um sítio giro para um pezinho de dança descontraído sem enchentes (sabendo que os DJs gostam de assassinar as passagens entre músicas).
Tem um buraco redondo no chão para ter a noção da altura a que estamos e ver a rua, e da rua vê-se o círculo lá em cima. Vidro duplo, aquilo não parte assim facilmente…
Os ferries são gratuitos para passar desde a estação central de Mas e muito frequentes, fica ao pé do Eye e do This is Holland.

sexta-feira, maio 04, 2018

Gelados Ludo e Hedo


A gelataria de Ludo& Hedo não tem um nome fácil de memorizar, e os sabores não são os habituais de que há memória… nem é coisa fácil de decidir em qual arriscar… ou com que sabor combinar no copo/ cone…
Secret Agent: rooibos, gengibre e chocolate - tinha notas de gengibre, o chocolate era em pedacinhos
Blur Marble: pêra, gorgonzola e nozes - sabia a nozes
Enchanting prickle: baklava, rosa e pistachio 
Tipsy Oligarch: whiskey e bacon?? Cruzes… não provei, nem sei se quero...

Os gelados são artesanais e feitos por lá, os menus vão variando, a sra era simpática, aguardamos dias de Verão… sem chuva, pode ser?...

quarta-feira, maio 02, 2018

Sir Hummus

Já tinha comido do Sir Hummus de take away mas finalmente passei lá num Domingo, depois da hora de ponta dos brunches no Pijp.
Humus do verdadeiro, com produtos Israelitas e “da zona”, algumas opções no menu com toppings à escolha. E mensagens bem dispostas:
“no wifi, talk to each other”
“yes, only one kind of hummus”(Sobre o ovo mágico) “the next morning you will wake up with super powers”/ “when you eat it you turn into a UNICORN”
Yummy!

segunda-feira, abril 30, 2018

Ruínas de Brederode

No Domingo de Páscoa (haja atraso a preparar posts) os expats sem família/ cozinha/ habilidades que lhes proporcione um borrego ou cabrito no forno e folares, juntaram-se nas bikes e foram de Haarlem até às ruínas de Brederode
Pelo caminho, um bosque giro com paisagem diferente da habitual e com um lago a lembrar praia… a época balnear ainda não tinha aberto, e nesse dia devia ter levado luvas, mas dará para mergulhos e tem profundidade de 3m.
No fim do séc XIII o Willem e a Hillegonda viviam no castelo. Fast forward, no séc XIX as ruínas foram declaradas monument nacional Holandês e começou a restauração. Agora pertencem a uma fundação e pode-se visitar de Março a Outubro. Os adultos pagam 5eur e os miúdos a partir dos 4 pagam 3eur. 
Tem vários espaços giros para visitar, com escadaria rústica, com torres, vista panorâmica para as vaquinhas no prado verde… exposição de artefactos de tortura (com cada um…)
Notas históricas da monarquia, maquetes do castelo em tempo de vida habitacional.
E umas retretes assim arejadas, talvez acenando a quem passasse nas escadas?... 

É interessante de visitar e tinha mais que visitar do que a 1ª impressão quando se chegava. Também tem espadas, escudos e cavalos de madeira para os miúdos brincarem, e uma sra perto da lareira que estava a contar histórias (coincidentemente com um nariz de proporções adequadas ao de uma bruxa má…). Têm eventos e também se pode fazer festas de anos.